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São mais de 60 mil os desabrigados israelenses por incêndios em série

25.11.2016

Mais de 60 mil pessoas foram retiradas nesta quinta-feira, 24, da cidade de Haifa, no norte de Israel,  em razão de um incêndio que se estendeu a vários bairros, dentro de uma onda de queimadas que está sendo investigada pelo serviço secreto.

Pelo menos 11 bairros já foram atingidos pelas chamas que começaram hoje em uma zona florestal na parte sudoeste de Haifa e obrigaram a esvaziar duas instituições de ensino no Monte Carmel: a Universidade de Haifa e o Instituto Technion. “Retiramos 60 mil moradores. Nunca houve nada parecido”, disse aos jornalistas o prefeito Yona Yahav.

Os serviços de emergência prestaram assistência a 60 pessoas afetadas, principalmente, por inalação de fumaça.

O incêndio de Haifa, que já provocou vários danos materiais, se soma a uma série de outros que, desde terça-feira, já fizeram fechar estradas e causaram grandes estragos.

Hoje foram detectados vários focos em Sha’ar HaGai (o acesso às montanhas que levam a Jerusalém), nas localidades de Rishon LeZion, Modi’in-Maccabim-Re’ut e Cesareia, em um assentamento judaico e nos arredores da cidade árabe-israelense de Umm al-Fahm. Nos últimos dias, o fogo afetou pelo menos outras quatro localidades israelenses, entre elas a histórica Zihron Yaakov, entre Tel-Aviv e Haifa.

O chefe da Polícia israelense, Roni Alshekh, revelou hoje que alguns dos incêndios foram intencionais, mas disse que “não se trata uma ação organizada, mas de pessoas que aproveitaram a oportunidade”.

O serviço secreto investiga se esses são ataques nacionalistas, ou seja, cometido por palestinos ou por árabe-israelenses, segundo o portal israelense Ynet.

As chamas se espalharam em razão dos fortes ventos que sopram esta semana e por uma seca que assola a região depois do verão.

“Este mês está sendo extremamente seco, não tivemos chuva. A seca incentiva qualquer fogo pequeno a se propagar rapidamente. As condições meteorológicas são muito propicias para isso”, explicou o meteorologista Noah Wolfson, subdiretor do serviço Meteotech.

Israel pediu ajuda internacional para combater os incêndios, que já afetam mais de 100 hectares e deixaram várias casas destruídas. Hoje, chegaram ao país aviões da Grécia e do Chipre e é esperada a chegada de aeronaves da Croácia, Itália, Rússia e Turquia, depois que o primeiro-ministro israelense, Binyamin Netanyahu, fez um apelo por reforço nos serviços de emergência.

Brasil. O KKL Brasil, braço no País da organização ambiental Keren Kayemet LeIsrael, emitiu uma nota na qual “lamenta profundamente a terrível catástrofe” que acontece no Estado de Israel. O texto atribui a ação a “atitudes terroristas”.

“Estamos acompanhando de perto as ações de combate aos incêndios que assolam todo o país. Neste momento, é impossível dimensionar o prejuízo, mas certamente estamos diante da maior catástrofe ambiental da história de Israel desde a sua fundação. É lamentável que ocorram atitudes terroristas que atentem contra a natureza, um bem tão precioso para toda a humanidade”, diz a nota, assinada pelo presidente Eduardo El Kobbi.

 

Fonte: Estado de SP Com EFE

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