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Por que Bolsonaro escolheu o Hospital Albert Einstein

08.02.2019

Desde que foi internado, no dia 27 de janeiro, o presidente Jair Bolsonaro fez do Einstein seu Q.G. O quarto ao lado do seu foi adaptado para se transformar em espaço onde ministros e outras autoridades podem trabalhar, quando em visita ao presidente. O hospital informou que não fez mudanças nesse aposento. Os computadores e demais equipamentos foram providenciados pelo Planalto. Antes da internação, a equipe da Presidência fez um único pedido, referente à estrutura dos quartos: queriam uma televisão de 42 polegadas. Além de acompanhar as movimentações da política, Bolsonaro pretendia assistir aos jogos do Palmeiras. O pedido deixou confusa a equipe do hospital. Todos os quartos do Einstein já têm televisores de 49 polegadas. “Ficamos em dúvida se eles queriam um aparelho menor”, disse, em tom de brincadeira, um funcionário da instituição.

Bolsonaro começou a se tratar no Einstein pouco depois do atentado em Juiz de Fora, em setembro. Sua ida ao hospital foi atabalhoada e articulada por amigos e apoiadores. À época, se disse na imprensa que, na escolha do hospital, pesaram dois fatores: a proximidade que Bolsonaro construíra com membros da comunidade judaica e o desejo do candidato de se distinguir de figurões petistas, como os ex-presidentes Luiz Inácio Lula da Silva e Dilma Rousseff, que, nos últimos anos, se trataram no Sírio-Libanês, outro hospital de excelência em São Paulo e rival célebre do Einstein. Uma equipe do Sírio chegou a ser enviada a Juiz de Fora na noite do atentado e examinou Bolsonaro antes que o médico do Einstein chegasse: “Mas, para a família, nunca houve dúvidas de que o presidente deveria ser encaminhado para o Einstein. Por uma simples questão de qualidade”, disse Fabio Wajngarten, que acompanhou as movimentações daquele dia, é membro da comunidade judaica e cujo pai é médico da instituição.

Outros expoentes da comunidade judaica ligados ao Einstein concordam com o empresário: “Não participei dessa decisão, mas suponho que os familiares tenham pensado na qualidade do corpo clínico”, disse o advogado Fernando Lottenberg, presidente da Confederação Israelita do Brasil (Conib), cujos avós participaram da fundação do hospital. Lottenberg enxerga com algum bom humor as notícias sobre a suposta proximidade de Bolsonaro com os judeus de São Paulo. Para ele, essas alegações tratam da comunidade judaica como um corpo monolítico: “Mas a verdade é que existe grande pluralidade de posições políticas”, afirmou.

No dia 27, quando foi internado no Einstein, Bolsonaro conversou com o empresário Fabio Wajngarten e o assunto principal foi o envio de tropas de Israel para ajudar nos trabalhos de busca em Minas Gerais: “Ajudei a coordenar essa cooperação entre os dois países”, garantiu, satisfeito. “O presidente, claro, ficou muito contente. Afinal, quem não gosta de receber ajuda?”. Ao final da visita, os dois gravaram um vídeo para as redes sociais – para a campanha internacional #WeRemember (do Dia Internacional em memória das Vítimas do Holocausto), que contou com o apoio da Conib. Nele, Bolsonaro aparece vestindo a camisola azul do hospital, com Wajngarten postado ao lado: “Quero me dirigir a toda a comunidade judaica do mundo, em especial à do Brasil, para dizer que nós temos esse dia como um marco da liberdade”, disse o presidente, referindo-se à data. O vídeo logo se espalhou pelo YouTube, onde foi compartilhado por diferentes canais. Ele dava a tônica de como seriam os próximos dias naquele quarto de hospital, onde atividades médicas e gestos políticos passaram a se misturar. Desde o dia 27, o Albert Einstein passou a ocupar o centro do poder no Brasil (Rafael Ciscati, Época).

 

Fonte: CONIB

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