Notícias

Olimpiadas: egípcio se recusa a cumprimentar israelense após luta de judô

11.08.2016

O egípcio Islam El Shehaby acabou muito vaiado pela torcida presente na Arena Carioca 2 após perder na estreia da categoria até 100kg do judô para o israelense Or Sasson. Sasson venceu por ippon. El Shehaby não quis cumprimenta-lo ao final do combate. O competidor egipcio foi muito vaiado pelas arquibancadas enquanto se dirigia à saída para a zona de imprensa. O israelense, por outro lado, foi aplaudido.

Dias antes da luta, Shehaby – conhecido por sua opiniões contrárias à Israel – foi pressionado por compatriotas nas redes sociais a não aparecer para lutar com o adversário. Inicialmente, inclusive, correu a informação na mídia internacional que o egípicio abandonaria a luta, o que não ocorreu.

Este não é o primeiro incidente envolvendo membros de outros países com alguém de Israel.

A judoca Joud Fahmy (52kg) não apareceu para sua luta na tarde do segundo dia de judô, na Arena Carioca 2, para o confronto contra a romena Christianne Legentil. Segundo o comitê olímpico de seu país, a judoca não compareceu ao tatame porque estava com lesões nas pernas e nos braços, que teriam acontecido durante o treinamento. No entanto, jornais israelenses afirmam que o motivo teria sido outro. Caso passasse de fase, a árabe teria que enfrentar a israelense Gili Cohen na sequência. E, devido as discordâncias políticas entre os dois países, a judoca preferiu evitar o confronto. A israelense, que era cabeça de chave, acabou perdendo para a romena.

O caso mais grave aconteceu antes da Cerimônia de Abertura, quando atletas da delegação do Líbano se recusaram a dividir ônibus que os levaria ao Maracanã com atletas israelenses.

“Os libaneses, quando descobriram que iriam dividir um ônibus com os israelenses, reclamaram com o motorista e exigiram que a porta do ônibus fosse fechada. Os organizadores tentaram nos colocar em ônibus diferentes, o que é inaceitável por razões de segurança e representatividade”, relatou Udi Gal em sua página no Facebook. Segundo o técnico, eles afirmaram que, se os atletas israelenses quisessem, eles que deveriam ir para outro ônibus. O motorista, então, abriu a porta, mas o chefe da delegação israelense bloqueou o caminho. “Os organizadores, querendo impedir um acidente diplomático, ofereceram outro transporte para nós. Mas o incidente diplomático já havia ocorrido – vergonha!”, continua Gal.

Depois da repercussão do caso, o técnico voltou a se pronunciar na manhã desse sábado. Gal ressaltou que eles participam dos Jogos como atletas, não políticos, mas garantiu que o incidente motivou a delegação. “O espírito olímpico é a coisa mais importante, e estamos aqui para protegê-lo e carregá-lo com orgulho”, afirmou.

 

Leia Mais

FIRS participa da Mesa Diretora do Pacto Alegre

A FIRS participou, na última terça-feira (26), de reunião do movimento Pacto Alegre, que visa transformar Porto Alegre em...

Leia mais

29.03.2019

Comunidade Judaica convida estudantes para Feira das Universidades Israelenses

Estudantes de Porto Alegre tem atividade confirmada para ampliação do currículo profissional e acadêmico. No dia 10 de abril,...

Leia mais

29.03.2019

Novo júri de três acusados por ataque a judeus em 2005 é realizado em Porto Alegre

Começou na manhã desta quinta-feira (21) o novo júri de mais três acusados de atacar um grupo de judeus no bairro...

Leia mais

22.03.2019

Federação Israelita do Rio Grande do Sul lamenta atentado à Mesquitas na Nova Zelândia

Com profundo pesar, a Federação Israelita do Rio Grande do Sul manifesta suas condolências aos familiares e vítimas do...

Leia mais

22.03.2019

FIRS recebe secretário de Ciência e Tecnologia

Na manhã de sexta-feira, 15 de março, a diretoria da Federação Israelita do Rio Grande do Sul (FIRS) recebeu...

Leia mais

22.03.2019