Notícias

O Brasil e Israel

14.07.2017

*por Aristóteles Drummond – Diário do Comércio e Indústria de São Paulo

O recente livro sobre o estadista brasileiro Oswaldo Aranha, iniciativa de seus netos Pedro e Luiz Corrêa do Lago, faz lembrar a histórica atuação do biografado na presidência da Assembleia Geral da ONU, em 1947, que criou o Estado de Israel.

Ali está evidente que a aprovação não foi fácil e que o empenho do brasileiro foi decisivo para a vitória da proposta. Mas é claro que nosso compromisso com a nação amiga criada naquele momento é permanente e tem raízes sólidas.

As primeiras levas de portugueses que vieram povoar o Brasil eram de “cristãos novos”. No segundo Império, recebemos grande número de judeus, patrocinados pelo próprio Imperador Pedro II, que apoiou operação montada pelos barões franceses Rothschild e Ulrich.

No final do século 19 chegaram ao sul aqueles que vieram a formar a aristocracia judaica brasileira a partir do Rio Grande do Sul. Mas, antes, já tínhamos sinagogas, no Recife e em Nilópolis, no Rio de Janeiro.

Hoje, temos um grupo de brasileiros de origem semita relevante no empreendedorismo, na cultura e fortemente na medicina.

Aqui prevalece, queiram ou não, o Brasil de Gilberto Freyre, fortalecido no entendimento pleno de brasileiros de origem judaica com os de origem árabe.

Em muitas cidades, dividem os mesmos espaços comerciais. São Paulo mostra até mesmo integração de famílias pela via do casamento.

A má vontade de influentes correntes de esquerda permitiu a veiculação de inverdades, inclusive a conotação negativa do que é o movimento sionista, que defende tão somente o Estado criado pela ONU, e na presidência brasileira.

A inspiração da criação da Associação Sionista Brasil-Israel, pelo jornalista Ronaldo Gomlevsky, uniu a parte pragmática da comunidade e os cristãos identificados com a cultura judaico-cristã que consagra as duas religiões e dividem os mesmos mandamentos da lei de Deus, ditados ao patriarca Moisés, bem antes de Cristo.

Nunca é demais lembrar que o Estado de Israel é a única democracia naquela região, com respeito aos direitos humanos, em todos os sentidos.

E que as comunidades israelitas, pelo mundo afora, estão sempre majoritariamente alinhadas com a democracia e a livre empresa como instrumentos de progresso econômico e social.

Lendo tanta bobagem por aí, é bom lembrar o papel dos judeus e sua presença na formação do povo brasileiro, assim como de gente oriunda de todas as raças, religiões e nacionalidades, que nos deram este perfil de tão boa integração.

Fonte: Diário do Comércio e Indústria (SP)

Leia Mais

Araújo e Netanyahu acertam detalhes da visita de Bolsonaro a Israel

Convidado pelos Estados Unidos e Polônia, o chanceler brasileiro está em Varsóvia participando de uma conferência sobre o Oriente...

Leia mais

15.02.2019

Reitor da melhor universidade de Israel desembarcou no Brasil para desenvolver programa aeroespacial

O Instituto de Tecnologia de Israel (‎Technion) é uma das principais escolas de formação em Ciência e Tecnologia do mundo....

Leia mais

15.02.2019

“Necessária revisão na relação com Israel” – Ney Carvalho (O Globo)

A vinda de Benjamin Netanyahu à posse de Jair Bolsonaro e sua posterior condecoração com a Ordem do Cruzeiro...

Leia mais

15.02.2019

Conheça as startups mais valiosas de Israel

Israel ganhou fama de ser um oásis da tecnologia e passou a ter visibilidade graças ao empreendedorismo de sucesso...

Leia mais

15.02.2019

Quem é Davi Alcolumbre, o 1º judeu presidente do Senado?

O Senado elegeu neste sábado (2), o parlamentar Davi Alcolumbre (DEM-AP) como presidente. Ele obteve 42 dos 77 votos,...

Leia mais

08.02.2019