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No Dia Internacional do Holocausto, Conib e governo abordam ações contra a intolerância

28.01.2016

“Poucas décadas depois do Holocausto, judeus na Europa estão novamente com medo de sair às ruas e, mais uma vez, percebendo que poucos dão a devida importância aos ataques antissemitas praticamente cotidianos”, afirmou o presidente da Conib, Fernando Lottenberg, durante a cerimônia do Dia Internacional em Memória das Vítimas do Holocausto, realizada na noite desta quarta-feira, 27 de janeiro, na sede da OAB em Brasília, com organização da Conib e da Associação Cultural Israelita de Brasília.

Saudando a OAB, na pessoa do Presidente Marcus Vinicius, símbolo no Brasil de resistência e de liberdade, a Casa dos Advogados, “a minha casa, que nos cedeu este nobre espaço”, Lottenberg relembrou as figuras de Moyses Kauffman e Benno Milnitsky, ex-presidentes da Conib e advogados, que a conduziram em tempos difíceis.

“No ano passado, quando lembramos no Rio de Janeiro os 70 anos da libertação do campo de extermínio nazista de Auschwitz e o Dia Internacional em Memória das Vítimas do Holocausto, ressaltei que os atentados bárbaros ocorridos em Paris, naquele mês, contra um jornal satírico e um supermercado judaico eram em si terríveis – porém, mais do que isso, representavam alertas de que a intolerância estava em marcha pela Europa e pelo mundo, devendo ser enfrentada com mais vigor.

Um ano depois, estamos novamente reunidos neste 27 de janeiro para lembrar, aqui no Brasil, o genocídio da população judaica europeia – e mais uma vez é necessário fazer novo alerta. Os extremistas islâmicos voltaram a atacar em Paris, matando e ferindo. De forma covarde, visando civis desarmados. E basta acompanhar o noticiário para ver como a intolerância cresce no mundo, turbinada por ferramentas de comunicação poderosíssimas, que espalham o ódio e contendo instruções de como praticá-lo”, afirmou Lottenberg.

Ele prosseguiu: “No Brasil, felizmente ainda estamos distantes desse tipo de radicalismo e ações violentas. Presenciamos, no entanto, ataques contra praticantes de religiões de matriz africana e homossexuais. A comunidade judaica brasileira com eles se solidariza, publicamente. Por isso, convidamos representantes dessas comunidades aqui hoje para homenageá-los, pois sabemos como é importante o apoio e o reconhecimento de atos de intolerância. Só assim eles serão reprimidos”.

“A atualização do antissemitismo de outrora vem na forma do antissionismo – a negação do direito de os judeus de terem seu Estado em Israel”. Leia abaixo a íntegra o discurso de Fernando Lottenberg.

Foram homenageados na noite os seis milhões de judeus mortos no Holocausto e também vítimas da intolerância no Brasil. Ben Abraham e Aleksander Laks, sobreviventes do Holocausto falecidos em 2015, foram especialmente lembrados. A sede da OAB abrigou uma exposição com fotos  e obras de ambos. A menina Kayllane Campos, praticante do candomblé atacada com pedras em 2015, acendeu uma das velas da solenidade.

A presidente Dilma Rousseff enviou uma mensagem ao presidente da Conib, lida pelo ministro da Casa Civil, Jaques Wagner, da qual destacamos um trecho: “Ao mantermos viva a memória do Holocausto, alertamos as gerações do presente e do futuro para o abismo moral em que nos precipitamos quando o preconceito torna-se a norma e a intolerância, a prática”.  Leia a mensagem na íntegra.

Wagner pediu a todos um “compromisso pessoal e individual de evitar a intolerância”.

Nos dias 26 e 27 de janeiro, a diretoria da Conib encontrou o presidente em exercício Michel Temer, o deputado Eduardo Cunha, o ministro da Educação, Aloizio Mercadante, e Nilma Lino Gomes, ministra das Mulheres, da Igualdade Racial e dos Direitos Humanos, para tratar da lei antiterror e dos crimes de ódio. Leia mais abaixo.

Estiveram presentes à cerimônia sobreviventes do Holocausto, representantes de outras comunidades vítimas do nazismo e de perseguições; ministros Aloizio Mercadante e Gilberto Kassab, senador José Serra; Lior Ben Dor, ministro da Embaixada de Israel; Ibrahim Alzaben,  embaixador da Autoridade Palestina; embaixadores de Áustria, Canadá, Polônia, Rússia, diplomatas da Alemanha, Estados Unidos, França e União Europeia; autoridades federais, estaduais e municipais, presidentes de federações israelitas de diversos Estados brasileiros, líderes comunitários e religiosos. Também compareceram à cerimônia o presidente do Hospital ex-presidente da Conib, Claudio Lottenberg; o babalaô Ivanir dos Santos, presidente da Comissão de Combate à Intolerância Religiosa.

Ibrahim Alzaben, embaixador palestino, foi pela primeira vez à cerimônia. “Fiz questão de vir. Esta é uma data que precisa ser relembrada”, disse ele, em conversa com a diretoria da Conib.

Veja o vídeo exibido na cerimônia.

ANTISSEMITISMO E NEGACIONISMO

“O Holocausto ecoa em outras tantas barbaridades que persistem sob diversas formas e em diversos lugares até hoje, sempre fundamentadas no antissemitismo. E, como se sabe, o antissemitismo baseia-se em mitos sobre o povo judeu.

Hoje, o genocídio perpetrado encontra-se entre a memória e a negação. O negacionismo, além de uma abominação, é uma ameaça ao mundo inteiro. Se todas as revelações sobre a Shoá não foram suficientes, é porque o mal possui raízes mais profundas”, afirmou o presidente da ACIB, Hermano Wrobel.

OAB: “ESSE MOMENTO HISTÓRICO AFIRMA O APOIO DO BRASIL À COMUNIDADE JUDAICA”

Em seu pronunciamento, Marcus Vinicius, presidente da OAB, disse que a pluralidade e a liberdade devem ser os valores maiores a orientar a comunidade global. “É preciso que a memória que hoje se registra seja efetivada em ações concretas. É necessário avançar no marco legal. A OAB, por seu compromisso com a Carta Magna, nos leva a pregar sempre a convivência pacífica das controvérsias.

Diversas crenças, diversos grupos são perseguidos ainda hoje pelo fato de serem diferentes. Cada discriminação fere a luta pela igualdade. Percebemos que pessoas são julgadas por um autoritarismo e um extremismo que andam sempre juntos. O Brasil segue o caminho do respeito e do amor pela divergência, somos a pátria da liberdade. Esse momento histórico afirma o apoio do Brasil à comunidade judaica”.

A CHAMA DA MEMÓRIA

O rabino Michel Schlesinger rezou o Salmo 23, em lembrança às vítimas do Holocausto. Em seguida, o rabino Yossi Schildkraut rezou o Kadish, oração para os falecidos.

Posteriormente, foram acesas seis velas em homenagem aos seis milhões de judeus mortos.

Acender a primeira vela coube aos representantes de vítimas de perseguição, discriminação e preconceito: Kayllane Campos, praticante do candomblé; Babalaô Ivanir dos Santos, da Comissão de Combate à Intolerância Religiosa; José Zuchwisky, do Movimento LGBT; Lulu Landwehr e Anna Kurchbaum Futer, sobreviventes do Holocausto, residentes em Brasília.

A segunda vela foi acesa por Lior Ben Dor, ministro de Israel no Brasil; conselheira Marie Koenning, representando o embaixador da Alemanha no Brasil; Ricardo Savone, embaixador do Canadá; Marianne Feldmann, embaixadora da Áustria; Andrzej Braiter, embaixador da Polônia; Miriam Necrycz, viúva do sr. Ben Abraham.

A terceira, por Aloizio Mercadante, ministro da Educação; Gilberto Kassab, ministro das Cidades; senador José Serra; Raymond Frajmund e Nahum Reiman, sobreviventes do Holocausto, ambos de Brasília

A quarta vela, por lideranças religiosas: Hoeck Miranda, representando a comunidade Bahá’i; Rafael Moreira, da Federação de Umbanda e Candomblé do Distrito Federal e entorno; rabino Michel Schlesinger, da Congregação Israelita Paulista; rabino Yossi Schildkraut, do Beit Chabad; Jerson Laks, filho de Aleksander, sobrevivente do Holocausto falecido em 2015, do Rio de Janeiro.

A quinta vela, por Hermano Wrobel, presidente da Associação Cultural Israelita de Brasília, Gael de Maisonneuve, ministro conselheiro da Embaixada da França, Richa Bhala, representando a embaixadora dos Estados Unidos da América; João Gomes Cravinho, chefe da delegação da União Europeia no Brasil; Nanette Konig, colega de classe de Anne Frank e sobrevivente do Holocausto, de São Paulo.

O ministro Jaques Wagner acendeu a sexta vela, acompanhado de Fernando Lottenberg, presidente da Conib; Julio Gartner, sobrevivente do Holocausto, de São Paulo; jovens Michel Fligentaub Lemos e Rivka Markel Loyola Diniz Rodrigues, representando a juventude judaica local.

CONIB DEBATE COM AUTORIDADES AÇÕES CONTRA A INTOLERÂNCIA

Nos dias 26 e 27, a diretoria da Conib encontrou em Brasília o vice-presidente Michel temer, o deputado Eduardo Cunha, o ministro Aloizio Mercadante, da Educação, e a ministra Nilma Lino Gomes, das Mulheres, da Igualdade Racial e dos Direitos Humanos.

Temer disse que o PMDB apoiará a aprovação da lei antiterrorismo, que deverá ser votada na Câmara entre fevereiro e março. Fernando Lottenberg informou-o sobre as atividades recentes da Conib. Cunha afirmou que a lei antiterror tem caráter de urgência.

Com Mercadante, a pauta foi o professor da UFRJ, condenado na França por terrorismo. O ministro disse que Adlène Hicheur “é da Al Qaeda. O Brasil não precisa disso”.

Mercadante externou seu interesse em visitar Israel, se possível ainda no primeiro semestre de 2016, para conhecer universidades e tecnologias de ponta. Em 25 de fevereiro, ele estará na inauguração da Faculdade Ciências da Saúde Albert Einstein.

A Conib conversou com NIlma Lino Gomes sobre a intolerância religiosa, os crimes de ódio, lembrou a relação muito próxima entre negros e judeus durante a luta pelos direitos civis nos EUA, na década de 1960. Fernando Lottenberg comparou a pedrada na menina Kayllane com as facadas sofridas recentemente por judeus.

A entidade apresentou sua cartilha sobre o uso seguro das redes sociais, o manual para denunciar crimes de ódio na internet, falou sobre sua participação no Conselho Nacional de Promoção da Igualdade Racial (CNPIR), desde sua fundação, em 2003. Abraham Goldstein, presidente da Bnai Brith, apresentou o Programa de Ensino da História do Holocausto em Defesa da Democracia e da Cidadania.

A diretoria da Conib também participou de um jantar oferecido pelo deputado Izalci Lucas (PSDB-DF), que participou recentemente de missão organizada por Conib, Fisesp e Project Interchange a Israel.

ATOS EM SP, RIO, RS, MG, PE E RN

Em São Paulo, um ato em homenagem as vítimas do Holocausto ocorreu no dia 25 na Congregação Israelita Paulista, com a presença da senadora Marta Suplicy, o ex-ministro Celso Lafer; a diretora do Instituto Lula, Clara Ant; os deputados Fernando Capez e Coronel Telhada, o presidente da OAB-SP, Marcos da Costa e o presidente do Lide, João Doria, além dos cônsules e representantes diplomáticos de Israel, Itália, França, Alemanha, Portugal, Espanha, Irlanda Peru e Países Baixos. Dom Odilo Scherer e Dom Raymundo Damasceno também compareceram, além de representantes de outras religiões. Foram homenageadas Miriam Necrycz, viúva de Ben Abraham, e Rachella Gotthilf, sobreviventes do Holocausto.

Em Belo Horizonte, o evento organizado pela Fisemg ocorreu dia 27. Entre os presentes, o governador de Minas Gerais, Fernando Pimentel, o secretário de Estado de Direitos Humanos, Participação Social e Cidadania, Nilmário Miranda; o cônsul-honorário de Israel, Sílvio Musman; O presidente da Fisemg, Salvador Ohana, os sobreviventes Thomas Venetier e Henry Katina.

No Rio de janeiro, Bnai Brith e Museu Judaico organizaram um ato, com a presença do professor Renato Lessa, da Universidade federal Fluminense.

Em Porto Alegre, também no dia 27, participaram o prefeito José Fortunati; o presidente da OAB-RS, Ricardo Breyer; o reitor da UFRGS, Carlos Alexandre Netto. Foram homenageados Bernard Kats, Curtis Henry Stanton, Max Wachsmann Schanzer e Johannes Melis, sobreviventes, e também o Grupo de Diálogo Inter-Religioso da cidade.

Em Pernambuco, a FIPE organizou um ato em parceria com a Conib, com a presença da antropóloga Rita Ribeiro Voss, que preside o grupo ‘Mulheres de Kipá’; Moisés Monteiro Neto, professor da Universidade Federal de Pernambuco, e o promotor de justiça Maxwell Anderson Vignolli.

Em Natal, participaram do ato organizado pelo Centro Israelita (CIRN), o presidente da Câmara Municipal, Franklin Capistrano; o deputado Jacó Jácome, representando a Assembleia Legislativa, e Doutor Paulo, representando a Prefeitura do Natal.

EVENTO MERECE GRANDE DESTAQUE NA MÍDIA

O Dia Internacional em Memória às Vítimas do Holocausto foi destaque na Folha de S. Paulo, Estado de S. Paulo, revista Época, portais R7 e G1, EBC Brasil, OAB, Rádio Nacional/DF, blogs Metrópoles e Pauta Aberta, G1 Minas, TV Alterosa, Rádio Metrópole (Salvador).

Veja também entrevistas com os sobreviventes Rachela Gotthilf, na Época; Nachum Reiman, no Correio Braziliense, Bernard Kats e Johannes Melis, para o Jornal Metro, de Porto Alegre, Nanette Konig, no Metrópoles.  

PRONUNCIAMENTO DE FERNANDO LOTTENBERG

Saudamos incialmente a Ordem dos Advogados do Brasil, na pessoa do Presidente Marcus Vinicius, símbolo de resistência e de liberdade, a Casa dos Advogados, a minha casa, que nos cedeu este nobre espaço. Relembro, neste momento, as figuras de Moyses Kauffman e Benno Milnitsky, ex-presidentes da Conib e advogados, que conduziram nossa instituição em tempos difíceis.

Cumprimentamos nossos colegas de Diretoria da Conib, Presidentes de Federações e Associações Israelitas Estaduais e membros do nosso Conselho Consultivo, aqui representados por Benjamin Steinbruch.

No ano passado, quando lembramos no Rio de Janeiro os 70 anos da libertação do campo de extermínio de Auschwitz, ressaltei que os atentados bárbaros ocorridos em Paris, naquele mês, contra um jornal satírico e um supermercado judaico eram em si terríveis – porém, mais do que isso, representavam alertas de que a intolerância estava em marcha pela Europa e pelo mundo, devendo ser enfrentada com mais vigor.

Um ano depois, estamos novamente reunidos neste 27 de janeiro para lembrar, aqui no Brasil, o genocídio da população judaica europeia – e mais uma vez é necessário fazer novo alerta. Os extremistas islâmicos voltaram a atacar em Paris, matando e ferindo. De forma covarde, visando civis desarmados. E basta acompanhar o noticiário para ver como a intolerância cresce no mundo, turbinada por ferramentas de comunicação poderosíssimas, que espalham o ódio e contendo instruções de como praticá-lo.

Poucas décadas depois do Holocausto, judeus na Europa estão novamente com medo de sair às ruas e, mais uma vez, percebendo que poucos dão a devida importância aos ataques antissemitas, que se repetem com regularidade.

Semanas atrás, na edição do primeiro aniversário do atentado contra a redação do Charlie Hebdo, o editor Gérard Biard afirmou que, enquanto o assassinato de seus colegas na redação lançou um debate global sobre o papel da religião e da liberdade de expressão, ninguém se preocupou em explicar por que os jihadistas atacaram também um supermercado kasher naquele dia.

Escreveu Biard: “Estamos muito acostumados a ver judeus sendo mortos porque são judeus. É um erro, e não apenas no âmbito humano. Porque é o carrasco que decide quem é judeu. No dia que atacaram uma casa de espetáculos e um restaurante em Paris, o carrasco nos mostrou ter decidido que eram todos judeus.”

Esses e outros atos mostram que, mais do que nunca, o mundo precisa refletir sobre o crime inominável que matou seis milhões de judeus, ciganos, deficientes mentais, homossexuais e militantes políticos, no coração da “moderna” Europa até porque, como disse Biard, sem nenhum tom de ironia, se o carrasco puder agir, será ele a decidir quem é a vítima.

Por isso, infelizmente, está claro que as lições do Holocausto não foram aprendidas. E está claro também que precisamos de alertas como o que aqui estamos fazendo.

Senhoras e Senhores

Atualmente, o antissemitismo cresce de forma alarmante, em especial na Europa e no Oriente Médio, agora conduzido por campanhas de ódio – cada vez mais explícitas – contra Israel.

Poucas décadas depois do Holocausto, a atualização do antissemitismo de outrora vem na forma do antissionismo – a negação do direito de os judeus de terem seu Estado em Israel.

A chanceler alemã, Angela Merkel, afirmou recentemente que os alemães e os europeus precisam fazer mais para combater o crescente antissemitismo na região. O presidente e o primeiro ministro franceses já disseram o mesmo, após vários ataques contra judeus no país. Neste mês de janeiro, um professor de escola judaica foi atacado em Marselha, ao ser identificado como judeu, por usar um quipá na cabeça. Numa manifestação nas ruas da Alemanha, pouco tempo atrás, ouviram-se gritos de “Hamas, Hamas, judeus à câmara de gás”. O extremismo islâmico ataca em Paris, Copenhagen, Toulouse, Jerusalém e TelAviv. E já fez vítimas aqui ao lado, na vizinha Argentina.

No Brasil, felizmente ainda estamos distantes desse tipo de radicalismo e ações violentas. Presenciamos, no entanto, ataques contra praticantes de religiões de matriz africana e homossexuais. A comunidade judaica brasileira com eles se solidariza, publicamente. Por isso, convidamos seus representantes aqui hoje para homenageá-los, pois sabemos como é importante o apoio e o reconhecimento de atos de intolerância. Só assim eles serão reprimidos.

Em nosso país, imigrantes judeus foram acolhidos e puderam se integrar e ajudar a construir um Brasil rico e diverso. Mantemos um longo e profícuo relacionamento com o Estado de Israel, que deve ser nutrido e fortalecido – pela convergência de valores e de interesses compartilhados.

Mas, cada vez mais, grupos de interesse promovem em solo brasileiro o mesmo ódio a Israel e as mesmas campanhas discriminatórias de ataques e boicotes contra o Estado judeu, que trazem o antissemitismo em sua essência. Criticar o governo de Israel ou de qualquer outro país é um direito de todos, mas eleger Israel como Estado pária e alvo do ódio vai muito além do aceitável e só pode ser fruto da ignorância, da intolerância – ou de ambos.

Meus amigos

Perdemos neste ano dois brasileiros, sobreviventes do Holocausto, que se notabilizaram pela incansável tarefa de transmitir, às novas gerações, o que sofreram nos campos de extermínio, apesar da dor interminável da memória. Ben Abraham e Alexandr Laks, são símbolos da luta para que genocídios não se repitam em parte alguma, contra ninguém. A ambos, a suas famílias, a seus descendentes, as nossas homenagens.

A intolerância não pode ser tolerada, seja contra os judeus ou qualquer outro grupo. É essa a lição maior do Holocausto, e consideramos um dever compartilhá-la.

Com vimos no filme a que assistimos, aprendemos a distinguir quando a intolerância começa. E como ela termina.

Muito obrigado.

 

Fonte: CONIB

Fotos; Edgar Marra

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