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Michel Gherman: “Conhecimento ajuda a afastar o antissemitismo”

21.09.2018

O professor universitário Michel Gherman esteve em Porto Alegre nesta semana e falou sobre a importância do seu trabalho para propagar conhecimentos e diminuir o preconceito contra a sociedade judaica. “Eu pesquiso assuntos relacionados ao judaísmo e Israel. Um dos temas que mais me incomodam, neste contexto, é o aumento do apoio do movimento BDS nas universidades e em alguns setores da esquerda brasileira. O que percebemos é que o movimento BDS se aproxima destes dois grupos por ignorância, pois estas pessoas não possuem um conhecimento aprofundado sobre Israel e sobre o conflito histórico daquela região”, explica o professor.

Gherman acredita que a propagação da informação correta é uma poderosa forma de ultrapassar a barreira do preconceito. Além disso, lembra que o movimento BDS se apresenta como comunidade envolvida com a causa palestina. Entretanto, busca um boicote ao estado de Israel. “O movimento se aproxima de aparente ideia de vincular essas pessoas que lutam pela causa palestina, mas quer causar boicote a Israel, tanto cultural como social. Isso gera um boicote a uma sociedade israelense como um todo. Querem que a comunidade judaica seja vista como sociedade bastarda e isolada de outras nações, o que é um absurdo e perigoso”, defende.

Perguntado se existe antissemitismo na esquerda, o professor e historiador ressalta que este comportamento não é exclusivo da esquerda ou da direita. “O antissemitismo foi cruelmente dividido entre todos os campos da politica. Tem na esquerda, na direita e tem no centro, infelizmente. Na direita, o antissemitismo é mais religioso, enquanto na esquerda é mais político Atualmente, o esforço é combater o antissemitismo na esquerda, pois é lá que o movimento BDS está mais potente. Saliento que a esquerda não é antissemita, assim como a direita não é, mas existem grupos antissemitas nos dois lados”, destaca.

A polarização política, ainda segundo Michel Gherman, é um dos principais problemas da comunidade judaica atualmente. “Começamos a reproduzir dentro da comunidade o que a sociedade brasileira está produzindo, que é separação pela ideologia política. Precisamos nadar contra esta corrente e mostrar que o importante é combater antissemitismo”, finaliza.

Michel Gherman formou-se em História pela Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), é mestre em Antropologia e Sociologia pela Hebrew University of Jerusalem (Israel) e doutor pelo Programa de Pós-Graduação em História Social da UFRJ. Atualmente é bolsista do Programa Nacional de Pós-Doutorado (PNPD), vinculado ao Programa de Pós-Graduação em História Social da UFRJ, e coordenador do Núcleo Interdisciplinar de Estudos Judaicos e Árabes (NIEJ) na mesma instituição.

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