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Mensagem de Pessach da Federação Israelita do RS

22.04.2016

Pessach simboliza o êxodo do Egito. A libertação do povo judeu do tirano faraó Ramsés II foi conquistada por Moisés quando o povo judeu cortou as cadeias da escravidão, em um país estrangeiro e saiu em direção à Terra Prometida.

A mensagem de Pessach é relevante e cheia de significado para as pessoas mundo afora. A força da sua narrativa se confirma a cada celebração, pois cada um de nós deve se libertar das nossas próprias opressões e tiranias. Devemos refletir, espelhados no exemplo de nossos antepassados, para superar nossas dificuldades e alcançarmos um estado de espirito realmente livre das imposições negativas que a sociedade moderna nos apresenta. Assim, como abertura do Mar Vermelho significou a salvação para a angústia dos judeus em fuga, no seder de Pessach, ao abrir a porta para Eliahu Anavi, que representa uma alma angustiada, estamos dividindo nossa alegria, nossa felicidade e nossa cultura com alguém que não vive em nossa casa. Estamos nos abrindo.

Este é um dos paradoxos da vida judaica através dos séculos. Após a diáspora, o povo judeu esteve sempre buscando uma porta aberta, um mar que se abrisse e nos proporcionasse tranquilidade e segurança. Sem o Estado de Israel, isso sempre pareceu impossível, mas mesmo assim houve lugares onde os judeus foram aceitos, respeitados e tornaram-se parte de uma construção maior. Desta forma chegamos aqui, um povo que mantém sua cultura e suas tradições milenares que, justamente por que lhe foi legado este direito, faz questão de contribuir para o desenvolvimento de uma sociedade melhor para todos aqueles que os acolheram.

A Hagadá narra como fomos libertados, com a fé e a liderança de Moises. Se isso não tivesse acontecido, nós, nossos filhos e os filhos de nossos filhos seguiríamos fisicamente escravos. Mas isso também significa, na linguagem de nossos sábios, que se a saída do Egito tivesse sido uma decisão unilateral faraónica, continuaríamos escravizados espiritualmente pelo Faraó até hoje.

A historia de Pessach nos ensina que não devemos desanimar e sempre encarar o futuro com esperança. Por isso, nela recitamos que “em todas as gerações, devemos considerar como se fossemos nós os libertados do Egito”, devemos construir pontes para assegurar a travessia do mar a todos os seres humanos que nascem para serem livres.

Por outro lado, liberdade significa também responsabilidade. Somos responsáveis pelo que fazemos e pelo que deixamos de fazer. Ao reviver o que nosso povo passou, nos tornamos símbolo e, assim, o exemplo da luta para assegurar a liberdade de todos, sem distinção de religião, cor, gênero ou idade.

Mais do que simbolismo ou história, essa é a visão da Federação Israelita do Rio Grande do Sul e desta gestão que acredita na abertura de “mares” para os judeus e para todos os povos, uma diretoria que acredita que temos muito mais a conquistar, como comunidade e como sociedade, e que só podemos fazê-lo juntos.

CHAG PESSACH SAMEACH !

BASHANÁ HABAÁ BEIERUSHALAIM !

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