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Luciana Genro se diz aberta ao diálogo com a comunidade judaica sobre o conflito no Oriente Médio

01.09.2016

A diretoria da Federação Israelita do RS e representantes de entidades judaica do estado, receberam na manhã desta quinta-feira,1º/09, a candidata à prefeitura de Porto Alegre pelo PSOL, Luciana Genro, e o seu vice, deputado estadual Pedro Ruas, para debater as propostas para Porto Alegre e falar sobre a relação dos judeus com a legenda.

À representante do partido cujo histórico é de posições contrárias ao Estado de Israel, o presidente da Federação Israelita, Zalmir Chwartzmann, deixou claro o sentimento da comunidade de contrariedade às ações unilaterais por parte do PSOL e a preocupação sobre a importação de conflitos para Porto Alegre. “É importante neste momento ser transparente e franco sobre o que sentimos. E o posicionamento do PSOL até aqui nos incomoda. No Rio Grande do Sul, a FIRS é uma extensão de Israel, por isso defendemos a oportunidade de também nos manifestar”, declarou Zalmir.

A ideia é de que, independente de eleição, se possa trazer os dois lados para a conversa, sem radicalismos. “Queremos começar por aquilo que nos une”, complementou o vice-presidente, Sebastian Watenberg.

Luciana Genro admitiu que, sim, tem entendimentos contrários com relação ao conflito no Oriente Médio, mas que isso não impede o diálogo com a comunidade. “A minha vinda aqui na Federação já é uma demonstração de que estou aberta a isso. Não vamos concordar sempre, mas temos capacidade para o diálogo”, afirmou.

Sobre radicalismo, Luciana diz que essa percepção ficou marcante nela por posições firmes que sempre adotou na vida pública, mas essa característica está superada neste aspecto. “Quem está se propondo a governar Porto Alegre não pode ter postura intransigente. Temos olhares diferentes, mas não creio que sejam obstáculos para construir políticas comuns. Talvez tivesse lá atrás, mas com a experiência e amadurecimento, saí uma pessoa do diálogo, da política”, completou. O único aspecto de que não abre mão do “radicalismo”, disse ela, é sobre corrupção e coalizões sustentadas por loteamentos de cargos públicos. Ela se propôs ainda a promover um debate aberto sobre Israel e a Palestina.

Sobre suas propostas de governo, Luciana Genro disse que pretende focar em dois pontos: Segurança e Saúde. “Acredito que a prefeitura pode ter um papel mais ativo na área da segurança”, avalia. Neste sentido, a candidata pensa em adotar ações preventivas e de caráter social. Programas para atender os jovens que saem da FASE, com o objetivo de  dar opções que não sejam o crime, até o incremento da Guarda Municipal, fazendo com que seja uma polícia das comunidades, são algumas das suas propostas.

No âmbito da saúde, algumas ideias como a ampliação do tele-saúde, fortalecendo o atendimento à medicina especializada com o objetivo de diminuir o tempo de espera da população, e a implementação do atendimento telefônico para diminuir casos desnecessários de consultas nos postos de saúde, estão no seu caderno de propostas.

Quando questionada sobre o legado que pretende deixar para a cidade, caso seja eleita, Luciana revelou que gostaria de mostrar que é possível fazer política de forma diferente, governando de mãos limpas. “Vou me considerar vitoriosa se isso ocorrer”.

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