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Israel retira judeus da emblemática colônia ilegal de Amona na Cisjordânia

03.02.2017

Após anos de controvérsias políticas, autoridades israelenses começaram nesta quarta-feira a esvaziar um assentamento emblemático da Cisjordânia. Cerca de 330 colonos israelenses moram em Amona, o maior de dezenas de postos avançados erguidos na Cisjordânia sem autorização oficial. Em novembro, após uma longa batalha legal, a Suprema Corte de Israel decidiu que os assentados tinham que deixar o local porque suas casas foram construídas em terras de propriedade particular de palestinos.

As forças de segurança tomaram o controle das primeiras casas com a resistência de alguns jovens, que lançaram pedras contra os policiais. Acredita-se que os manifestantes, que reivindicavam que as terras fossem consideradas de propriedade israelense, sejam procedentes das colônias vizinhas. Legisladores, incluindo um ministro, se juntaram aos protestos, segundo a imprensa local.

A expectativa já era de que houvesse forte oposição ao desmantelamento de Amona, uma vez que centenas de jovens haviam se reunido nos arredores durante a madrugada para protestar contra a operação do governo. Além disso, nas últimas semanas, dezenas de pessoas se instalaram no local, com a intenção de resistir pacificamente à retirada. Vários manifestantes foram detidos pela polícia durante o confronto e houve alguns arremessos de pedras. Um porta-voz da polícia disse que ao menos 10 agentes foram ligeiramente feridos pelas pedras e por um líquido ácido com que foram alvejados. A maioria dos colonos permaneceu em seus lares depois de montar barreiras improvisadas diante das portas, prometendo uma resistência passiva.

No topo de uma colina próxima, Issa Zayed, um palestino que disse ser um dos donos da terra na qual Amona foi erguida, observava a cena com binóculos. “Com a ajuda de Deus, será esvaziada e nossa terra voltará para nós”, disse.

 O destino de Amona há muito tempo ameaça desestabilizar a coalizão do primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu. A aliança inclui o partido de extrema-direita pró-assentamentos Jewish Home e outras legendas que se opõem à demolição da colônia.

Os colonos começaram a se instalar ilegalmente em Amona no fim dos anos 1990. O Tribunal Supremo israelense ordenou seu esvaziamento até a primeira semana de fevereiro, considerando que a colônia havia sido construída em terras privadas palestinas.

Antes do início da operação de esvaziamento, o governo israelense anunciou 3 mil novas casas nos assentamentos da Cisjordânia ocupada. Desde a posse do novo presidente dos EUA, Donald Trump, Israel vem dando sinais de que expandirá a colonização — uma vez que a posição do republicano é bem menos crítica aos assentamentos do que a postura adotada pelo seu antecessor, Barack Obama.

 

Fonte: Extra e O Globo

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