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Israel lança sistema para rastrear antissemitismo nas redes

01.02.2018

O ministro de Assuntos da Diáspora de Israel, Naftali Benet, anunciou nesta quinta-feira a implementação de um novo sistema de rastreamento e análise capaz de detectar, em escala global e em tempo real, qualquer mensagem antissemita divulgada na internet, principalmente no Facebook e no Twitter.

“Sabemos o esforço que os governos, os veículos de comunicação e as empresas de internet estão fazendo para lutar contra a pornografia e as notícias falsas na rede, mas nada está sendo feito para combater o antissemitismo”, indicou o ministro.

“Como ministro de Assuntos da Diáspora, me sinto responsável por cada judeu do mundo”, acrescentou Benet em entrevista à Agência Efe.

O novo sistema de rastreamento está sendo desenvolvido há dois anos com o apoio dos ministérios de Defesa e Assuntos Estratégicos de Israel. Um dos objetivos do sistema, segundo Benet, é detectar onde há maior atividade antissemita no mundo.

“Só é possível agir quando você sabe onde isso está ocorrendo”, ressaltou o titular do Ministério de Assuntos da Diáspora.

Segundo o ministro, cerca de 10 mil publicações e tweets antissemitas são identificados por dia pelo sistema, que analisa por volta de 200 mil mensagens suspeitas em 24 horas. Essas informações serão repassadas posteriormente aos governos de cada país ou cidade para que elas encontrem soluções para conter o problema.

Benet explicou que os dados serão divulgados ao público mensalmente. O objetivo, disse o ministro, é “envergonhar aqueles que geram esses conteúdos”. “Queremos que eles se comportem bem”, ressaltou.

“A cada mês publicaremos um relatório não só com as dez pessoas mais influentes no Twitter que divulgam antissemitismo, mas também com as dez cidades mais antissemitas, etc. Eles não vão querer ficar nessa lista por muito tempo”, indicou.

Nos últimos meses, duas datas provocaram um aumento exponencial nos registros. A primeiro foi em 6 de dezembro, dia no qual o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, reconheceu Jerusalém como capital de Israel. A segunda ocorreu em 17 de janeiro, quando os americanos cortaram US$ 65 milhões em ajuda para a Agência da ONU para os Refugiados Palestinos (UNRWA).

O ministro pediu que Facebook e Twitter tomem atitudes contra as “mensagens violentas que não podem se amparar na liberdade de expressão”.

“Somos imperfeitos, como todo país é, e sabemos distinguir quando se trata de uma crítica legítima. Mas aqui estamos falando de antissemitismo, entendido segundo a definição internacional”, concluiu Benet.

 

Fonte: Exame

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