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Google trabalha em algorítimo para combater a negação do Holocausto na Internet

02.01.2017

Google mudou seu algoritmo de busca para enfrentar a proeminência sites que trazem conteúdo de negação do Holocausto. A empresa enfrentou críticas depois que a revista Digital Trends informou que a busca pela consulta “O Holocausto aconteceu?” forneceu maior número de resultados sobre páginas de supremacia branca e antissemita do que fontes históricas confiávveis. Um exemplo desses resultados é a grande presença do site Stormfront.com, considerado um importante grupo racista/neonazista organizado mundialmente.

Embora o Google tenha dito inicialmente que não tinha intenção de remover ou filtrar os resultados da pesquisa, a empresa anunciou desde então que “fez melhorias em nosso algoritmo que ajudarão a produzir conteúdo mais confiável e de alta qualidade na web”. A gigante diz que equilibrar a liberdade de expressão com a necessidade de fornecer informações confiáveis é o maior desafio em curso para seus engenheiros.

Enquanto um porta-voz observou que a empresa se esforça para “dar aos usuários uma quantidade de conteúdo diverso” e está “comprometido com o princípio de uma web livre e aberta”, os discursos de ódio apresentam um desafio que “nem sempre entendemos direito.” Entretanto, o representante do Google disse que a empresa continuará a ajustar seus algoritmos “para enfrentar esses desafios”.

No início deste mês, o Google removeu algumas sugestões de pesquisa ofensiva, incluindo a frase “os judeus são maus”, que tinha sido gerado automaticamente por seu algoritmo de busca.

A frase tem aparecido nas sugestões oferecidas aos usuários que digitaram as palavras “os judeus são…”, relatou o The Guardian .

O Google também removeu sugestões para outras frases de pesquisa ofensivas referentes às mulheres que foram mostradas em um artigo do jornal londrino.

“Nossos resultados de pesquisa são um reflexo do conteúdo em toda a web. Isso significa que, por vezes, retratos desagradáveis ​​de assuntos sensíveis online podem afetar os resultados de pesquisa que aparecem para uma determinada consulta. Esses resultados não refletem as próprias opiniões ou crenças do Google – como empresa, valorizamos fortemente a diversidade de perspectivas, idéias e culturas”, reforçou o representante do Google.

O porta-voz disse que as palavras/sugestões são geradas algoritmicamente com base na atividade de busca e interesses dos usuários. “Os usuários pesquisam uma ampla gama de materiais na web – 15% das pesquisas que vemos todos os dias são novas. Devido a isso, os termos que aparecem no preenchimento automático podem ser inesperados ou desagradáveis. Fazemos o possível para evitar que apareçam termos ofensivos, como pornografia e discurso de ódio, mas reconhecemos que essa ferramenta não é funciona como uma ciência exata e estamos sempre trabalhando para melhorar nossos algoritmos”, completou.

O Google tomou medidas semelhantes no ano passado quando removeu sugestões antissemitas à frase de pesquisa “Quem dirige Hollywood?”

 

Fonte: Times Of Israel

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