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Evento da OAB/RS e FIRS reúne depoimentos de sobreviventes do Holocausto e reflexões sobre direitos humanos

17.08.2018

Exemplos de resistência e resiliência em um amplo e real debate sobre direitos humanos em tempos de intolerância e discurso de ódio: assim foi a palestra realizada pela Comissão de Direitos Humanos da OAB/RS, em parceria com a Federação Israelita do Rio Grande do Sul (FIRS), na última quarta feira (15/08), no auditório da OAB/RS. Com o tema “Direitos Humanos: Necessário Combate ao Preconceito ‘Onde Estava a Justiça no Terceiro Reich?‘”, o evento faz parte da programação do Mês do Advogado.

Integrando a mesa de abertura do evento, o vice-presidente da FIRS, Roberto Wofchuk, destacou a satisfação da Federação em integrar a organização do encontro, lembrando o intenso trabalho de combate a todo preconceito. “Nós, da FIRS, temos a preocupação de atuar em defesa das minorias que têm seus direitos afetados, e com essa intenção criamos a Comissão de Deveres e Direitos Humanos para agir junto a todos aqueles que sofrem com qualquer tipo de perseguição”, afirmou.

O primeiro painel foi formado por sobreviventes do holocausto que levaram seus depoimentos fortes e emocionantes sobre vivências e lembranças do referido período. “Eu cheguei à conclusão, nos últimos anos, que, no mundo inteiro, houve e ainda está havendo uma campanha sobre o holocausto ter sido pura ficção, inventado pelos judeus. Isso me convenceu, como sobrevivente, de que eu tinha o dever de falar”, relatou Curtis Stanton, um dos painelistas.

Já o diretor do Museu do Holocausto de Curitiba/PR, Carlos Reiss, esteve à frente do painel “Direito à Memória” e propôs a reflexão da tragédia enquanto instrumento de ética e liberdade. “Vivemos hoje uma memória coletiva do holocausto que não é mais judaica, ou particular, ela é universal porque as lições servem para todos. Falar sobre o holocausto é falar sobre valores, é falar de ética”, apontou.

Reiss enfatizou ainda a necessidade de construir uma memória que seja transformadora para os mais jovens. “Nós somos a última geração que terá a oportunidade de ouvir esse tipo de depoimento e já é hora de pensarmos sobre o que vai ocorrer com essa memória. O Museu [do Holocausto] serve para educar e quem sabe um dia esse discurso não seja mais necessário e ele possa ser fechado, quando não existir em nenhum lugar do planeta alguém sendo discriminado por alguma característica”, finalizou.

O último painel, “Diálogos sobre a Justiça“, apresentou temas de natureza jurídica e sociológica sobre o povo negro frente ao racismo e o combate à LGBTfobia, tendo como presidente de mesa o advogado, membro honorário da OAB/RS e coordenador da Comissão de Deveres e Direitos Humanos da FIRS, Luiz Carlos Levenzon. “Sem poder judiciário independente não há democracia. Precisamos ter a capacidade de desvendar o que está no discurso do que está vindo por aí para garantir a manutenção da democracia”, lembrou.

Ricardo Breier, advogado e presidente da OAB/RS, encerrou o evento destacando o papel do poder frente os ataques de intolerância. “O Judiciário não pode sofrer nenhuma interferência político-partidária e se isso acontecer nós teremos a repetição da história. Sobre o III Reich, estamos longe de saber a verdade sobre onde estava a justiça naquele momento, e é preciso reunir esforços sobre isso”, enfatizou.

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