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Estado recebe representantes de Israel para debater tecnologias na área da Segurança Pública

19.01.2018

Tecnologias avançadas e aparelhos modernos de prevenção e combate à criminalidade foram temas de uma reunião de trabalho que ocorreu nesta quinta-feira (11), na Secretaria da Segurança Pública. À convite do secretário Cezar Schirmer, o chefe do Departamento Econômico da Embaixada de Israel no Brasil, Alex Bekker, e o diretor da empresa International Security & Defence Systems (ISDS), Omer Gleser, apresentaram as principais novidades no mercado tecnológico. A ISDS foi a empresa escolhida para atuar durante os Jogos Olímpicos que ocorreram em 2016 no Rio de Janeiro. A comitiva israelense foi acompanhada pelo Vice-Presidente Executivo da FIRS, Albert Poziomyck.

“Sabemos que a experiência de Israel na área de tecnologia e prevenção é muito rica. Essa troca de informações representa a vontade do RS de avançar e aprimorar suas tecnologias para reforçar, cada vez mais, a segurança de sua população”, afirmou Schirmer.

O secretário iniciou as atividades apresentando um diagnóstico criminal do Brasil e, principalmente, do Rio Grande do Sul. Ele destacou o trabalho de prevenção realizado pelas forças policiais com jovens e crianças. Além disso, abordou os esforços que o Governo do Estado vem fazendo para integrar, cada vez mais, os órgãos de Segurança Pública. “Implantamos o Sistema Integrado de Segurança com Municípios (SIM/RS) em abril de 2017, que prevê, entre outros eixos, a união de tecnologias para, de forma inteligente, dar respostas rápidas após uma ocorrência e até evitar possíveis crimes”, disse.

O diretor da ISDS parabenizou a SSP pelo trabalho que vem realizando e destacou o interesse em ser parceira do Governo do Estado. “Conhecer a realidade dos gaúchos me interessa muito. Adianto que fico feliz em saber desse trabalho conjunto, pois viajo para muitos lugares e quase nenhum estado tem noção do quanto essa atitude se torna um fator determinante para reduzir seus índices de violência”, declarou.

Para Omer Gleser, mais importante que a instalação de aparelhos altamente modernos é o conhecimento aprofundado do problema que o órgão deseja combater. “Temos diversos tipos de aparelhos e tecnologias, mas é preciso saber quando e para quê utilizá-las. O RS se mostra muito preparado e consciente sobre seus problemas, buscando as melhores formas para combatê-los”, disse Gleser.

Entre as diversas tecnologias apresentadas, um dos destaques foi o sistema de vídeo analítico com reconhecimento facial, que permite identificar um suposto foragido, por exemplo, sem a necessidade de um servidor que manipule o aparelho 24h. “O reconhecimento de objetos de forma separada é extremamente interessante. O sistema é tão inteligente, que se eu selecionar que preciso encontrar um suspeito de camiseta laranja, eu consigo definir isso no sistema”, explicou.

Além disso, é possível apontar comportamentos considerados “estranhos”. “Se alguém deixar uma mala em uma via e seguir caminhando, o sistema me aponta. Outro exemplo é alguém correndo em uma rua onde se deve estar caminhando”, disse. Após detectar a atitude suspeita, o sistema envia um alerta para o computador selecionado. A partir daí, o órgão de segurança executa a ação padrão para cada situação.

Gestores dos departamentos de inteligência da secretaria também falaram sobre o funcionamento das suas pastas, como o Departamento de Comando e Controle Integrado (DCCI), o Observatório de Segurança e o Departamento de Inteligência e Estratégia (DIE). Em 2017, por meio das câmeras de videomonitoramento foi possível realizar a prisão de 150 pessoas, além da consulta de mais de 32 mil veículos. “Nossas câmeras possuem uma tecnologia bastante avançada, mas é bom termos o conhecimento de que podemos aprimorar esse trabalho, aumentando o número de prisões e abordagens e, consequentemente, a efetividade da atuação das polícias”, afirmou a diretora-adjunta do DCCI, delegada Simone Viana Chaves.

O tenente-coronel Adenir Brito, da Divisão de Tecnologia e Comunicação (DTIC) abordou o cercamento eletrônico do Estado, projeto que vem sendo trabalhado com os municípios a partir do SIM/RS. “Estimamos que a partir disso, será possível ter um histórico do deslocamento de veículos pelo RS. Acreditamos que será uma importante ferramenta de investigação para a Polícia Civil, além de permitir que retiremos das ruas um maior número de carros roubados”, disse.

Após a reunião, os representantes de Israel conheceram o Centro Integrado de Comando e Controle Regional (CICCR). Equipado com 540 câmeras espalhadas pela capital e região metropolitana, o CICCR está localizado na sede da SSP, no DCCI. As câmeras funcionam de maneira ininterrupta e são supervisionadas pela equipe de operadores, composta exclusivamente por policiais.

 

Fonte: Secretaria de Segurança Pública do RS

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