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Conib lamenta voto do Brasil em resolução da UNESCO sobre Jerusalém

14.10.2016

A Confederação Israelita do Brasil lamenta o voto da delegação brasileira na UNESCO, nesta quinta-feira (13) em Paris, a favor de resolução que altera texto anterior, que ignorava os laços dos judeus com seus locais religiosos mais sagrados: o Monte do Templo e o Muro das Lamentações, na Cidade Velha de Jerusalém.

A nova resolução afirma que a Cidade Velha de Jerusalém e seus muros são importantes para as três religiões monoteístas. Leia o texto. No último mês de abril, a resolução adotada falava apenas dos laços muçulmanos com tais locais. No entanto, o novo texto continua condenando Israel por “manter escavações arqueológicas em torno da Cidade Velha” e “restringir o acesso à mesquita de Al-Aqsa”.

Na realidade, o texto hoje votado procura diminuir as conexões judaicas com a cidade de Jerusalém e trata o Monte do Templo, onde foram erguidos dois templos judaicos na Antiguidade – e o próprio Muro das Lamentações – como locais, na prática, sem conexão com o judaísmo.

Esta resolução promove um inaceitável revisionismo histórico, negando fatos e registros abundantes do caráter judaico de tais locais”, diz Fernando Lottenberg, presidente da Conib. “Ao votar a favor desse texto, o Brasil não manteve o equilíbrio que vinha adotando em relação à região”, completa Lottenberg, que vê com preocupação o fato de a UNESCO, com periodicidade semestral, colocar assuntos visando desgastar a imagem de Israel, que em nada contribuem para o entendimento das partes em conflito.

Na votação preliminar ocorrida hoje, dos 58 membros da Comissão Executiva da UNESCO, 24 países votaram a favor da moção, entre os quais o Brasil e o México; 26 se abstiveram, entre os quais França e Argentina; e seis votaram contra: Alemanha, Estônia, EUA, Reino Unido, Holanda e Lituânia. A votação de ratificação ocorrerá em 17 ou 18 de outubro.

A Conib reconhece que houve um pequeno avanço no texto da resolução, mas lamenta a posição do Brasil, ainda que o voto brasileiro tenha considerado o texto da resolução “inadequado”.

Esta é a justificativa do representante brasileiro na UNESCO: “A delegação do Brasil votou a favor da decisão sobre a Palestina ocupada, porque o texto, embora inadequado, representa um avanço em relação àquele aprovado no 199º Conselho Executivo da UNESCO. Ao reconhecer os vínculos históricos de cristãos, judeus e muçulmanos com a Cidade Velha de Jerusalém, com Belém e com Hebron, dá um primeiro passo rumo a uma abordagem isenta e construtiva sobre o tema. O Brasil considera importante ver tais vínculos expressos no artigo terceiro da decisão e julga que as preocupações do governo brasileiro expressas em junho passado começam a ser atendidas. Ainda assim, continuaremos trabalhando, aqui e em outras organizações internacionais, para que as próximas decisões sejam de fato equilibradas e imparciais. Vemos com especial preocupação decisões de organismos internacionais que culpam apenas um dos lados pelo ciclo de violência na região”.

A diretora-geral da UNESCO, Irina Bokova, manifestou-se no passado contra tais resoluções, afirmando: “Negar ou esconder quaisquer das tradições judaicas, cristãs ou muçulmanas mina a integridade do local, e contraria os motivos que justificaram a inscrição da Cidade Velha na lista de Patrimônio Cultural da Humanidade, em 1981.

 

Fonte: CONIB

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