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A cada 83 segundos, um post antissemita é publicado nas redes sociais, revela pesquisa

30.03.2017

De acordo com um estudo do Congresso Judaico Mundial [CJM], posts com conteúdo antissemita são publicados nas redes sociais 43 vezes por hora – ou a cada 83 segundos.

Em um projeto conjunto com a empresa de monitoramento israelense Vigo Social Intelligence, o CJM analisou milhões de posts publicados em 2016, em 20 idiomas, no Facebook, Twitter, YouTube, Instagram, blogs e outros fóruns, procurando textos, memes e imagens antissemitas.

Mais de 382 mil dos posts analisados foram considerados antissemitas. Os posts críticos a Israel ou suas políticas não foram incluídos no estudo.

O estudo descobriu que cerca de 63%, de todo o conteúdo antissemita está no Twitter. Blogs foram responsáveis por 16%, Facebook 11%, Instagram 6%, YouTube 2% e 2% nos outros fóruns.

“Os números revelados neste relatório nos dão dados concretos sobre o quão alarmante a situação é”, disse o CEO do World Jewish Congress e vice-presidente executivo Robert Singer.

Na pesquisa, o CJM utilizou a definição de antissemitismo da International Holocaust Remembrance Alliance (IHRA), que afirma que “o antissemitismo é uma certa forma de percepção dos judeus, que pode ser expressa como ódio. As manifestações retóricas e físicas do antissemitismo são direcionadas para indivíduos judeus ou não judeus e/ou suas propriedades, instituições da comunidade judaica ou instalações religiosas”.

O CJM disse que o estudo identificou as mensagens “por meio de um banco de dados de frases e termos on-line, em seguida, traduzidos para as principais línguas e buscados da internet”, após o que “uma amostra representativa foi lida e codificada pelos analistas para refinar as pesquisas e aprofundar a análise qualitativa”.

Um total de 7.600 posts foram lidos em diferentes idiomas, indicando uma amostra representativa de 2% dos discursos incluídos na análise.

Facebook, Twitter, YouTube e Microsoft assinaram em junho um código de conduta com a Comissão Europeia que exige que eles apaguem a maioria das publicações de ódio em 24 horas. Entretanto, grupos de monitoramento relataram falhas nas reações, sobretudo do Twitter.

Em 2013, o Twitter perdeu uma batalha legal prolongada na França sobre sua recusa inicial para divulgar detalhes de usuários que fizeram declarações antissemitas on-line ou bloqueá-los para por continuarem a fazer isso.

 

Fonte: CONIB

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