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As lições sobre a Shoá foram tema de palestra na OAB-RS

17.08.2016

Pode não parecer, mas falar em Holocausto nunca foi tão atual e necessário. Em tempos de recrudescimento do racismo, intolerância, cultura do ódio e violência, especialmente nas redes sociais, o Holocausto pode ser uma poderosa ferramenta para refletirmos até onde o ser humano pode chegar.

É assim que o Museu do Holocausto – o único do Brasil, localizado em Curtiba/PR -, vem tratando o tema na sociedade e sobre essa visão que o diretor do Museu, Carlos Reiss, veio falar em Porto Alegre, na terça-feira (16/08).

“A partir do momento que entendemos o Holocausto como um evento histórico e, sim, explicável, percebemos que foi cometido por seres humanos, e que pode acontecer novamente,” disse Reiss para uma plateia de advogados, na sede da OAB/RS, ao explicar que, “ao tirarmos a possibilidade de explicar esse evento sem racionalizar, ele vira mítico e, aí, podemos cair na armadilha de pensar que não vai acontecer de novo”. A palestra “O Universalismo da Shoá: por que transmitir o Holocausto no século XXI” integrou a programação da entidade que debate questões de raça, gênero e combate ao preconceito.

Segundo Carlos, o grande objetivo do Museu é tirar lições da Shoá – termo usado que significa extermínio/genocídio – e usar hoje, agora. “Não importa quando aconteceu. Importa o que vou fazer hoje com esses fatos”.

Para ele, é importante ficar atento aos sinais, que começam com a identificação, depois a marginalização, perseguição até casos extremos de extermínio, como ocorreu na 2ª Guerra.

“Falar de Holocausto é falar de um conjunto de valores éticos, como a construção de tolerância, respeito, diversidade e resistência. Falar do Holocausto não é falar de morte, mas de vida,” avalia.

Uma das missões desse trabalho é construir uma memória coletiva da Shoá, conscientizando as pessoas de que essa história não é dos judeus. É da humanidade. Pertence a cada um de nós. “Esse é o universalismo da Shoá”. Para ele, o holocausto é só uma ferramenta que serve para mostrar que a história é cíclica e que pode acontecer de novo.

A participação de Carlos no evento da OAB também é parte do convênio firmado entre a entidade e a Federação Israelita de inserir o tema no projeto OAB vai à Escola. “É para impedir que isso se repita que a OAB está engajada neste assunto”, destacou Luiz Carlos Levenzon, vice-presidente da Federação Israelita e ex-presidente da OAB/RS. Segundo Levenzon, a expectativa é tornar esse convênio um case nacional dentro da Ordem.

Em sua programação em Porto Alegre, Carlos Reiss ainda visitou o Colégio Israelita, onde foi recebido pelo Superintendente Geral, Prof. Janio Alves. Reiss conheceu as instalações da escola, conversou com professores e alunos do 9º ano. Antes e após a palestra na OAB-RS, o coordenador do Museu do Holocausto visitou as redações de veículos de comunicação e atendeu aos jornalistas.

Assista a matéria da RBS sobre o evento e as fotos da visita.

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