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Gustavo Schwetz

Jornalista que não exerce a profissão. Escritor sem livros publicados. Empresário sem MBA. Colunista com a pretensão de derrubar rótulos, questionar verdades absolutas e lutar por uma comunidade / sociedade / mundo mais plural e justo.

Shabat

04.01.2016

O nome em hebraico carrega certa responsabilidade. Parece coisa de religioso. Algo que só se faz de maneira recorrente quando a Torá ao pé da letra é o destino.

Há pouco mais de dois meses, o começo do dia de descanso judaico passou a ser celebrado semanalmente pela minha família. A iniciativa partiu do meu irmão mais novo. Ele nada mais fez do que questionar: por que não? Externou sua vontade a mim. Eu gostei. Conversamos com o restante da família e, desde então, a partir das 20 horas, quando estamos em Porto Alegre, realizamos uma janta de Shabat em nossa casa. O ritual é curto. Acendemos as velas (por algum motivo incompreensível, nesse momento, o Bart começa a latir desesperadamente), cantamos as rezas mais conhecidas e……..

Bom apetite! A continuação da janta é livre. Podemos falar sobre situações que aconteceram em nossas vidas, discutir acaloradamente sobre a política israelense, reclamar do Inter, abordar assuntos de cunho comunitário ou simplesmente conviver em família. Normalmente, o cotidiano impede que o encontro aconteça. Não com a calma que a ocasião merece. As obrigações acabam cegando a importância das pequenas coisas. Assim como os detalhes judaicos muitas vezes impedem que enxerguemos sua verdadeira essência.

Não deixamos de nos locomover de carro, assistir televisão ou ir a uma festa. Mas a atmosfera que se cria e os valores recuperados fazem com que eu tenha certeza de que o nosso Shabat emana espiritualidade e judaísmo. Aconselho vocês a tentarem o mesmo com suas famílias e amigos. O tempo “perdido” será valioso.

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