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Senadora Ana Amélia Lemos se manifesta contra a visita de clérigo iraniano ao Brasil 

21.07.2017

Nesta semana, CONIB, FISESP, FIERJ e FIRS se manifestaram contra a visita ao Brasil do aitolá iraniano Moshen Araki, representante do governo xiita do Iran, conhecido defensor da extinção do Estado de Israel, apoiador do grupo Hezbollah e suspeito de envolvimento com o atentado terrorista contra a AMIA, na Argentina, em 1994.

O clérigo, que já declarou publicamente que “Israel é um câncer que deve ser extirpado do Oriente Médio”, vem ao Brasil para palestrar sobre “Os muçulmanos e o enfrentamento ao terrorismo radical”, uma ironia por Araki ser conhecido justamente por pregar a violência contra o que ele define como inimigos do islã.

O evento que está programado para acontecer no sábado, dia 29 de julho, em São Paulo.

As federações, representantes de suas comunidades, remeteram também cartas a todos representantes políticos de seus estados em nível federal (deputados e senadores), pedindo medidas para que se possa evitar a disseminação do discurso de ódio.

A senadora gaúcha Ana Amélia Lemos, ao receber a carta da FIRS, mesmo em suas férias devido ao recesso parlamentar, se manifestou prontamente em suas redes sociais.

“A visita ao Brasil do aiatolá Mohsen Araki, representante de um fundamentalismo religioso retrógrado que se impõe pelo ódio a outras religiões e às liberdades individuais e que se coloca na contramão dos valores da sociedade contemporânea, merece nosso protesto. As manifestações desse líder radical, que oprime as mulheres e as minorias de seu país, persegue opositores, apoia organizações terroristas e prega o ódio contra o Estado de Israel, precisam ser combatidas. A sua presença em nosso país, neste momento, é injustificável, pois se trata de um radical extremista que, nos temas internacionais, defende posições opostas à política pacifista defendida, historicamente, pelo Brasil. Diante da campanha antissemita do indesejável visitante, é importante lembrar que um gaúcho teve papel destacado na formação do Estado de Israel, um país com democracia plena. Foi Osvaldo Aranha que, ao assumir a presidência da Assembleia Geral da ONU, em 1947, conduziu as articulações que resultaram na criação do estado judeu. Visitei recentemente Israel e pude constatar o grande desenvolvimento social, político e econômico, com destacado protagonismo em ciência e tecnologia. Note-se, também, o esforço de muitos líderes em busca da paz no Oriente Médio. As atitudes e as declarações de Mohsen Araki em nada contribuem para esse esforço. Ao contrário, acirram ânimos e provocam retrocesso no que já foi conquistado com sacrifício e muito sangue derramado.” postou a senadora em sua conta no Facebook.

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