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Embaixador de Israel Yossi Shelley vem a Porto Alegre prestigiar o início das comemorações dos 70 anos da criação do Estado de Israel

10.11.2017

Para celebrar os 70 anos da Partilha da Palestina em sessão na ONU presidida pelo diplomata gaúcho Osvaldo Aranha, a Federação Israelita do Rio Grande do Sul (FIRS) e entidades filiadas realizarão um jantar comemorativo no dia 28 de novembro. O evento contará com a presença do embaixador de Israel no Brasil, Yossi Shelley, do presidente da Confederação Israelita do Brasil (Conib), Fernando Lottenberg, de representantes da Família Aranha, corpos consulares e demais autoridades.

O jantar está programado para as 20h, na sede da sinagoga União Israelita e estima reunir 250 pessoas. O presidente da FIRS, Zalmir Chwartzmann, destaca a relevância da celebração desta data para a comunidade judaica e ressalta também a importância de reconhecer o decisivo papel de um gaúcho nesse momento histórico.

Homenagens e atrações artísticas também estão previstas para o evento. Um selo comemorativo foi elaborado pela FIRS especialmente para as comemorações dos 70 Anos do Estado de Israel, que chancelará todas as atividades relativas à data.

selo70anosoficial

Informações e compra de convites para o jantar pelo telefone 3019.4800, com Ilana, em horário comercial.

A PARTILHA DA PALESTINA

 Após a II Guerra Mundial, a Coroa Britânica, mandatária da região desde 1920, decidiu sair da então Palestina devido aos conflitos entre árabes e judeus, solicitando à ONU uma decisão sobre o território. Em 1947, uma comissão especial (UNSCOP), composta por delegados de 11 países, visitou a região e reconheceu a necessidade da criação de dois estados, um árabe e outro judeu, economicamente unidos, tendo Jerusalém como enclave internacionalizado. Nos meses seguintes, estudos e negociações foram realizados para definir com precisão a divisão geográfica do território. A ideia foi aceita pela liderança judaica e veementemente negada pela árabe.

Na noite de 29 de novembro de 1947, em assembleia presidida por Osvaldo Aranha no plenário das Nações Unidas em Nova Iorque, a Resolução 181 foi aprovada por 33 votos a favor, 13 contra e 10 abstenções. A sessão plenária foi transmitida pelas rádios do mundo inteiro e acompanhada com atenção pelas comunidades judaicas de todo o mundo. Na palestina, enquanto os judeus comemoravam seu direito à autodeterminação, a população árabe e os países vizinhos lançam uma campanha de negação à determinação da ONU, gerando uma espiral de violência que resultou na chamada Guerra de Independência e a criação oficial do Estado de Israel em 14 de maio de 1948.

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