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Com Alckmin, Serra e ministros da Justiça e Educação, Conib homenageia Natan Sharansky

25.11.2016

Com a presença do governador de São Paulo, Geraldo Alckmin, do chanceler José Serra e dos ministros da Justiça, Alexandre de Moraes, e da Educação, Mendonça Filho, a Conib homenageou no último fim de semana, em sua 47ª Convenção Nacional, Natan Sharansky, símbolo da dissidência soviética e atual presidente da Agência Judaica.

Os convidados demonstraram não apenas sua admiração pelo povo judeu, como seu compromisso em garantir a segurança da comunidade judaica e combater com firmeza o antissemitismo.

Serra iniciou sua fala desejando “Shavua Tov leCulam” [cumprimento que os judeus fazem ao final do Shabat e que significa ‘boa semana a todos’].

A Sharansky, disse: “Seu passado de luta contra o autoritarismo é inspiração para todos nós”. E acrescentou: “O Brasil está bem comprometido no combate ao antissemitismo, há décadas um crime duramente punido aqui. A Conib é vigilante e trabalha com as autoridades na denúncia de qualquer atividade antissemita”.

Destacou que o Brasil é “a favor de uma Jerusalém aberta aos fieis das três grandes religiões monoteístas. Afinal, ninguém pode negar os vínculos religiosos, culturais e históricos dos judeus com o Monte do Templo, dos cristãos com o Santo Sepulcro e dos muçulmanos com a mesquita de Al-Aqsa”.

Afirmou que, como chanceler, tem tido um contato mais profundo com Israel, “o que muito me agrada”.

Recordou a visita de Shimon Peres ao Brasil, em 2009, quando era governador de São Paulo e recebeu o então presidente de Israel. “Foi o mais estadista dos políticos que conheci. Fiquei pasmo ao ver, no funeral dele, o presidente da Autoridade Palestina, o que mostra o alcance do legado de Peres”.

Comentou seu encontro em setembro último com o primeiro-ministro Netanyahu, ocasião em que planejaram “trabalhar juntos para o aprofundamento da relação entre nossos países”. Eles têm conversado, “inclusive por telefone”, desde então.

Serra mencionou que há cerca de 100 mil judeus no Brasil. “Mas esse número não dá a dimensão da importância da comunidade no Brasil”. Ele destacou a grande contribuição judaica ao Brasil, citando nomes de artistas, escritores, intelectuais, jornalistas, financistas, políticos, juristas e empresários.

Lembrou também de episódio de sua juventude, na Escola Politécnica, quando participou de um encontro de poesia com colegas judeus, e de uma viagem a Israel, em 1986, quando teve como guia o atual cônsul de Israel em São Paulo, Dori Goren.
Alckmin fala de sua admiração pelos judeus

“Os judeus são 100 mil no Brasil?”,perguntou o governador em seu pronunciamento. “Na realidade, acho que são muito mais. O sangue judaico está na certidão de nascimento do Brasil”. Citou o médico e astrônomo Gaspar da Gama, que “comandou uma das caravelas do descobrimento”. No Estado de São Paulo, acrescentou, “o padre José de Anchieta e João Ramalho eram de origem hebreia. Somos todos filhos de Abraão”.

“Admiro a comunidade, em todas as áreas, mas permitam-me destacar o lado social, o trabalho voluntário de entidades assistenciais como a Unibes, “que já tem mais de 100 anos”, e o Ten Yad “nosso parceiro no Bom Prato”. Esta é “uma comunidade que enxerga o próximo, sofre com o humilde e tem amor pelas pessoas. É uma aula permanente para todos nós”.

Ele lembrou sua viagem a Israel, onde foi acompanhado pelo rabino Sobel, e “a grande alegria de aprender muito sobre o judaísmo, pelo qual meu pai, um seminarista, tinha uma enorme admiração”.
Moraes: o antissionismo é a forma moderna do antissemitismo

“Tenho grande respeito e amizade pela comunidade judaica”, afirmou o ministro da Justiça e Cidadania. O Ministério dá muita importância – que eu já dava como secretário de Segurança Pública e secretário da Justiça em São Paulo – à constante vigilância em relação a qualquer prática de discriminação ou racismo contra o povo judeu.

“O Brasil tem um histórico importante de boa convivência e respeito a todas as religiões e etnias. Talvez não haja no mundo uma proteção jurídica tão forte de proteção à comunidade judaica como aqui. Em especial, o STF, que em decisão histórica interpretou que a discriminação aos judeus é uma discriminação qualificada e constitui crime inafiançável”, prosseguiu Moraes.

Ele disse que a proteção à comunidade judaica é uma prioridade de sua gestão, destacou a proximidade com a Conib e o papel “muito forte” que a entidade exerceu para a aprovação da Lei Antiterrorismo. Lembrou ainda a primeira aplicação da lei na véspera da Olimpíada do Rio, em que os suspeitos ameaçavam também alvos judaicos.

Sob aplausos, explicitou que considera o antissionismo a forma moderna do antissemitismo.
Mendonça Filho: “Quero visitar Israel em 2017”

Mendonça Filho, ministro da Educação, ressaltou a “importante presença dos judeus na história de Pernambuco [seu Estado natal] e sua comunidade muito expressiva”. Ele disse que atendeu imediatamente o pleito da Conib sobre o recente edital antissemita para contratação de professores na UFABC, e conversou com o reitor da Universidade sobre o problema. “As universidades têm autonomia, mas tem que haver uma linha plural”.

Ele também abordou a questão da prova do ENEM aos sábados: “Estamos pensando em fazer algumas alterações na prova, uma delas em respeito aos estudantes que guardam o sábado”. Ele considera que o exame pode ser feito em apenas um dia, no domingo.

Eduardo Wurzmann, secretário-geral da Conib, comentou que após a intervenção de Mendonça na UFABC, a universidade brasileira, seguindo proposta da Conib, deverá estreitar sua relação com uma universidade israelense.

Wurzmann destacou ainda que uma das principais áreas de cooperação do Brasil com Israel é a educação superior e sugeriu ao ministro o estreitamento da relação das universidades federais com as israelenses, seja na graduação, mestrado ou doutorado.

“Acho isso muito importante”, disse Mendonça. “Quero inclusive programar uma viagem a Israel em 2017, para visitar as principais universidades. São centros de excelência, com quem temos muito a aprender”.
Aloysio: atuação da Conib reforça larga tradição de presença na vida brasileira

O senador Aloysio Nunes Ferreira elogiou o vídeo em que a Conib apresentou suas principais ações em 2015 e 2016 e disse que a atuação da entidade reforça uma larga tradição de presença da Conib na vida brasileira”. Ele lembrou que se beneficiou dos conselhos da Conib quando foi o relator da Lei Antiterrorismo que está em vigor.

“Sharansky é para mim uma figura mítica”, afirmou o senador. “Vejo-o aqui à minha frente, com a expressão tão jovem, apesar de tudo aquilo por que passou”.

E acrescentou: “Os valores judaicos são os valores de todos aqueles que prezam a sacralidade do ser humano, os padrões de convivência fraterna e os mais altos padrões da vida civilizada”.

Citou a presença judaica no Brasil, desde o empreendimento ultramarino português, mencionando o livro de Anita Novinsky, “Os judeus que construíram o Brasil”.

Assim como o ministro da Justiça, o senador também considera que a deslegitimação do Estado de Israel é uma forma de antissemitismo e ressaltou a presença milenar dos judeus na região que passou a ser chamada de Palestina, após a revolta da província da Judeia contra o Império Romano.

“Não são apenas os judeus que zelam por Israel. Muito mais gente comunga do mesmo anseio. Nós, os não judeus, temos as seguintes armas para defender o Estado de Israel: a solidariedade, a diplomacia e a defesa de Israel como farol da civilização”, finalizou.

O vereador eleito Eduardo Suplicy também esteve presente à cerimônia.
Sharansky: assimilação é o verdadeiro problema, não o BDS

O presidente da Agência Judaica revelou ter ficado impressionado com a relação próxima da Conib com altas autoridades federais e estaduais e também com a postura dos judeus brasileiros: “Encontrei no Brasil uma rica vida judaica, em que os judeus se sentem fortes e confiantes, ao ponto de usarem quipá nas ruas, algo que não se vê em metrópoles como Paris ou Istambul”.

Ele comparou essa situação com a de seu passado. “Na URSS, o judaísmo era proibido. Por isso, nunca considerei que atuar livremente como sionista seria algo liquido e certo, como vocês sentem aqui”.

“Em 1967,  com a Guerra dos Seis Dias, ficamos sabendo da história judaica, e isso fez nascer em nós a identidade, pela percepção de uma história comum. Na URSS, a fuga da cultura judaica era uma questão de sobrevivência física. Eu, que lutava pelos direitos humanos, passei a lutar também por Israel”, ponderou

“Estão nos genes judaicos, desde o Êxodo do Egito, tanto a luta pela liberdade como o sentimento nacionalista. Ambos fazem parte de minha identidade judaica, uma identidade conjunta”, afirmou.

O êxodo moderno

Sharansky abordou o trabalho da Agência Judaica: “Hoje, vivemos o êxodo moderno para Israel. Russos, ucranianos e franceses formam o principal grupo dos judeus que emigram. A vinda de brasileiros está aumentando bastante, já ultrapassando este ano a taxa de 0,5% da população judaica do país. Estes judeus têm motivos diferentes para deixar seus países, mas todos têm Israel como primeira opção de destino, o que mostra que nosso trabalho está no caminho certo”.

“Nosso objetivo é fortalecer também as comunidades na diáspora e combater a assimilação. E a melhor maneira de fazê-lo é trazer os jovens para Israel. Temos inúmeros programas para eles”, acrescentou.

“Enfrentamos ainda a demonização e as tentativas de deslegitimação de Israel. Mas eu não tenho medo do BDS; a assimilação é nosso verdadeiro problema”, concluiu.

Lottenberg: “Como Moisés, Sharansky libertou seu povo da opressão”.

O presidente da Conib, Fernando Lottenberg, lembrou que, quando militou no Conselho Juvenil da Federação Israelita do Estado de São Paulo, no final dos anos 70 e início dos 80, Sharansky era sua grande inspiração: “Como Moisés, ele libertou seu povo da opressão”.

Além de homenagear o presidente da Agência Judaica, Lottenberg fez um balanço de sua gestão em 2016, apresentando desafios e resultados nas áreas de segurança, educação judaica, relações Brasil-Israel e combate ao antissemitismo e antissionismo. O texto pode ser lido abaixo, na íntegra.

Autoridades presentes

Ex-Presidentes da Conib: Prof. José Meiches, Jack Terpins (Presidente do CJLA) e Claudio Lottenberg

Presidentes de Federações e Associações

Sra. Avital e Sr. Natan Sharansky

Senhores convencionais

Amigos e amigas

A partir da noite de hoje, abrimos nossa 47ª Convenção Anual.

Trata-se de um momento especial, que coroa um ano muito intenso na Conib, no Brasil e no mundo.

Em meio a tantas mudanças em tantas frentes, a Conib esteve sempre bastante ativa e colheu resultados que nos enchem de orgulho, motivação e ambição.

Atuamos com força em diversas áreas, graças ao empenho de nosso time de voluntários e de profissionais e ao apoio de tantos amigos que patrocinam nossas atividades, muitos deles aqui presentes, a quem agradecemos muito, hoje em especial à Fernanda e o Marcelo Kalim e ao Banco Rendimento.

Cumprindo o dever de lutar pela segurança de nossa comunidade, trabalhamos arduamente em Brasília pela aprovação da lei antiterrorismo, uma bandeira desta gestão. A aprovação se deu em meio a uma nova onda de antissemitismo no mundo. E ela já mostrou seu valor: operação da Polícia Federal, amparada na lei antiterror, prendeu suspeitos de tramarem ataques no país durante as Olimpíadas, inclusive contra alvos judaicos. Registramos aqui nosso agradecimento ao Ministro Alexandre de Moraes, com quem mantemos interlocução constante a respeito desses temas e que nos tem atendido com presteza e eficiência.

O incremento das relações Brasil-Israel é outro pilar da atuação da Conib. Estivemos recentemente em Jerusalém, com o primeiro ministro Netanyahu e o presidente Rivlin, a quem levamos nossa preocupação com a prolongada ausência de um embaixador israelense no Brasil. Estamos trabalhando, com ambas as partes, para que essa situação seja resolvida o quanto antes.

Manifestamos, em diálogo construtivo com as autoridades, em especial o Ministro Serra, que nos honra com sua presença hoje, nossa insatisfação com o voto de nosso país na Unesco, em recente resolução que, apesar de avançar com relação a texto anterior, ainda veio caracterizada pela intenção de buscar apagar o inquebrantável elo dos judeus com Jerusalém, especialmente com o Monte do Templo e o Muro das Lamentações. Temos a convicção de que se trata de um work in progress, e que o Brasil estará nas próximas votações, ao lado dos países democráticos, com uma posição equilibrada sobre os temas relacionados ao Oriente Médio, nos foros internacionais, como é de nossa melhor tradição diplomática e por atender aos interesses do Brasil. O Ministro José Serra tem um relacionamento duradouro com nossa comunidade e suas posições sempre foram claras – neste e em outros temas.

Reforçamos em várias frentes o combate ao antissemitismo e ao antissionismo. É uma tarefa dura e incessante diante de novas formas de manifestação de ódio. Obtivemos, juntamente com a Fisesp, da Universidade Federal do ABC e do Ministério da Educação, a correção de um edital que equiparava o sionismo ao apartheid e ao nazismo. Processamos páginas eletrônicas que fizeram ataques antissemitas ao Presidente do Banco Central. Estamos também agindo para impedir a venda do livro “Mein Kampf” no Brasil.

Na área fundamental da educação judaica – sem a qual não teremos cidadãos bem equipados para os desafios que nos cercam – realizamos o Segundo Encontro Nacional de Escolas Judaicas. Nosso projeto educacional ganhou ainda muita musculatura com a criação do Conecteinu, uma plataforma online que permitirá a capacitação de professores em todo o país.

A preocupação com a educação não se restringe apenas às escolas judaicas, incluindo também a necessidade de um maior conhecimento dos brasileiros sobre a história dos judeus no Brasil e no mundo. Para isso, pleiteamos ao Ministério da Educação a inclusão de temas como a Inquisição e o Holocausto, na Base Nacional Curricular.

Atuamos com a Fierj para que, depois de 44 anos, a primeira homenagem oficial das Olimpíadas aos 11 atletas israelenses assassinados nos Jogos de Munique ocorresse no Brasil, contando com a presença de altas autoridades brasileiras e de Israel.

Em resumo, foi um ano bastante produtivo, que, como disse, aumentou nossa ambição.

Por isso, decidimos tornar nossas convenções anuais eventos ainda mais especiais, que marquem o calendário judaico-brasileiro de forma impactante.

E nada melhor do que começar com um jantar com a presença de Natan Sharansky. Nosso convidado de honra simboliza, de forma espetacular, a vida do judeu da diáspora.

E Sharansky é o herói da diáspora por excelência, um exemplo de lutador, que a exemplo de Moisés, guiou nosso povo e ajudou a libertá-lo da opressão.

Lembro-me bem como, daqui do Brasil, olhávamos com admiração e orgulho no final dos anos 70 e começo dos 80 sua inspiradora luta para libertar os judeus que viviam sob o jugo da ditadura soviética. Quando eu fazia parte do Conselho Juvenil da Federação Israelita de São Paulo, vivendo também sob um regime autoritário aqui no Brasil – que igualmente perseguia, prendia e exilava seus oponentes – e hoje temos aqui, em nossa mesa, dois brasileiros que sofreram tais perseguições: o Ministro Serra e o Senador Aloysio – rodávamos aqui jornais de apoio aos dissidentes judeus presos na União Soviética – os samizdats – cientes que sua liberdade representaria a liberdade de todos.

Sharansky nasceu no mesmo ano da fundação de Israel – e da Conib – 1948, em Donetsk, na Ucrânia – país de onde vieram minhas duas avós – e os pais, avôs e avós de tantos aqui presentes. Formado pelo prestigioso Instituto de Física e Tecnologia de Moscou, teve negado seu pedido de visto para emigrar para Israel. Isso o despertou para a luta pela liberdade dos judeus soviéticos, que marcaria a sua trajetória, de grande coragem pessoal e destemor.

E, como sabemos, nosso destino está sempre interligado com a situação das sociedades e dos países nos quais vivemos.

Sharansky, por isso, também se engajou na luta pelos direitos humanos de todos os soviéticos, liderada por Andrei Sakharov. Nesse caminho, foi membro fundador do importante Grupo de Helsinque, que reunia os movimentos dissidentes soviéticos, buscando a aplicação dos Acordos de Helsinque, de proteção dos direitos humanos, em seu país, tornando-se seu portavoz.

Não demorou para a repressão comunista atacar o jovem Sharansky. Em 1977, o jornal Izvestia o acusou falsamente de ser colaborador da CIA. Num julgamento político e sem nenhuma base factual, acabou condenado a treze anos de prisão e trabalhos forçados. Conforme relata em seu livro “Não temerei o mal”, ainda na sala de julgamento, antes da sentença, Sharansky disse corajosamente suas alegações finais, que ecoam até hoje: “Ao tribunal, cuja única finalidade é ler uma sentença que já foi preparada há muito tempo, não tenho nada a dizer. Para a minha mulher e para o meu povo, digo: Ano que vem em Jerusalém”.

Ficou nove anos nas prisões de Lefortovo, Chistopol e no Gulag – onde não se dobrou e fez jus ao preceito da Ética dos Pais, o Pirkei Avot – “em um lugar onde não houver humanidade, esforce-se para ser um homem”.

Após intensa campanha internacional por sua libertação liderada por sua mulher, Avital, que igualmente nos honra com sua presença, Natan deixou a prisão em fevereiro de 1986, foi libertado em Berlim e emigrou para Israel.

Mas sua luta não acabou ali. No novo país, seguiu com sua campanha pela libertação dos judeus soviéticos, inspirando ainda outros êxodos contemporâneos, como o dos judeus etíopes e a continuidade da imigração iemenita.

E o resultado dessa nova luta foi a liberdade dos que puderam emigrar em massa para Israel, transformando a demografia e o próprio país de forma decisiva, com a chegada de milhares de engenheiros, cientistas de todas as áreas, músicos e artistas de primeira grandeza.

Sharansky iniciou a seguir outra batalha que, embora menos perigosa, é no mínimo tão intensa e dura: a luta político-partidária. Fundou um partido focado na imigração, foi parlamentar, ocupou ministérios e hoje comanda, com brilho e coragem, a Agência Judaica, responsável pela absorção dos imigrantes em Israel e por dar apoio a comunidades judaicas em todo o mundo.

Aqui no Brasil, estabelecemos com a agência iniciativas bem sucedidas na área da educação e em pequenas comunidades. Aproveitamos para agradecer a representante da agência no Brasil, Sra. Revital Poleg, nossa parceira de primeira hora.

Amigos e amigas, queremos fazer mais. É preciso fazer mais. Mesmo com recursos limitados, os desafios não diminuem com nossas conquistas. E quanto mais conquistamos, mais queremos. É isso o que nos ensina Natan Sharansky, que depois do enorme desafio de libertar o povo judeu da União Soviética dedicou-se aos intratáveis meandros da política israelense.

Em um momento em que Israel e os judeus continuam a ser atacados de forma unilateral e  preconceituosa, a trajetória de Sharansky simboliza a pertinência e a atualidade do ideal sionista de reestabelecer, na terra ancestral do povo judeu, um refúgio seguro à perseguição e um lugar propício ao potencial e às aspirações de todos.

Assim, é com grande admiração e muita honra que recebemos Natan Sharansky.

Muito obrigado a todos.

Senhor Sharansky: muito obrigado e seja benvindo – todá rabá ve baruch habá!
Veja vídeo de 3 min que apresenta as principais ações da Conib em 2015 e 2016.
Sharansky no Rio

No Rio de Janeiro, lideranças da comunidade judaica e da comunidade maior participaram em 21 de novembro de um encontro no colégio TTH Bar-Ilan em homenagem a Sharansky. Após o evento, ele foi recebido pelo prefeito eleito do Rio Marcelo Crivella em uma visita pelo Centro Cultural Jerusalém. Assista à reportagem da TV Fierj. Sharansky também participou de um encontro com jovens no Hillel.

A presença de Sharansky na Convenção da Conib foi destacada no jornal Jerusalem Post e no portal R7.
Convenção – oficinas de educação, liderança judaica e advocacy

André Lajst, diretor executivo do Instituto Brasil Israel (IBI), apresentou os projetos da entidade para 2017, entre os quais a criação de um portal com informações sobre Israel, que terá também textos escritos por acadêmicos de todos os matizes políticos, e a criação de uma página no Facebook.

Os professores Samuel Feldberg, Gilberto Sarfati e Heni Cukier, que ministram aulas no programa de Diplomacia Pública do IBI participaram na convenção de um debate sobre advocacy, a defesa pública de Israel, com foco nas redes sociais.

As aulas do programa estão disponíveis no canal da entidade no YouTube.

A oficina de liderança, direcionado aos representantes comunitários, foi ministrado pelo Centro de Liderança e Inovação (CLI) do Insper, por meio dos professores Maurizio Mauro e Carolina da Costa, que abordaram a liderança como um fenômeno a ser analisado a partir do contexto social.

A oficina discutiu as visões de liderança dos participantes, por meio da análise de um caso fictício. Ao longo das discussões, os professores buscaram descontruir os paradigmas do modelo tradicional de liderança e mostrar uma nova abordagem para o tema, com ênfase no pensamento crítico e no trabalho em grupo.

Na oficina de Educação Judaica, os participantes discutiram com base no texto de Martin Buber, “Eu e Tu”, a filosofia do diálogo. Depois, foi apresentado o Projeto Conecteinu, sua criação e funcionamento, e como poderá integrar o Brasil do “Oiapoque” ao Chuí”, com o engajamento e cooperação dos educadores.

VEJA ÁLBUM DE FOTOS.

 

Fonte: CONIB clique aqui para ver a matéria original

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