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Gustavo Schwetz

Jornalista que não exerce a profissão. Escritor sem livros publicados. Empresário sem MBA. Colunista com a pretensão de derrubar rótulos, questionar verdades absolutas e lutar por uma comunidade / sociedade / mundo mais plural e justo.

2016

22.12.2015

A subjetividade de escrever a respeito dos desejos para o ano que está por vir é muito grande. Promessas abstratas, palavras genéricas, citações clichês.

Menos compartilhamentos. Mais ações. O que adianta apontar culpados para o desastre social do nosso país e ignorar pessoas que, no chão, imploram por comida? Acusar os preceitos religiosos do outro, mas ser incapaz de enxergar os furos da própria religião? Afirmar que o antissemitismo cresce diariamente e seguir com os próprios preconceitos?

Não pensem que o autor do texto é a pessoa mais altruísta do mundo. Para ser bem sincero, escrevo também para mim. A rotina, muitas vezes, esconde o que realmente importa. Quando menos percebo, já estou imerso em um mundo materialista e pouco significativo. Prefiro criar vilões, dizer que o Brasil não tem mais jeito e, no fim do dia, assistir a série do momento no Netflix. Nada disso está errado. Entretanto, não dá mais para ser tão passivo.

Acredito que o desafio está escondido atrás das pequenas coisas. A mudança de comportamento não passa necessariamente pelo trabalho social. Esse pode ser uma das consequências. O primeiro passo talvez seja compreender que nós temos o poder de mudar a vida das pessoas ao nosso redor. Ouvindo, falando, agindo ou, simplesmente, sorrindo. Gentileza gera gentileza, sim.

Convivência com aqueles que amamos, ajuda aos que mais precisam e busca eterna por igualdade e justiça. Em resumo, é isso que eu desejo a todos vocês. Ao invés de abraçar o mundo inteiro, comecemos abraçando quem está do nosso lado.

Segue, abaixo, o link de um TEDx lindo que, em seis minutos, explica melhor o que eu estou tentando falar.

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